Violão

História do Violão

Em razão de sua praticidade, baixo custo e do fato de não necessitar de uma ligação elétrica, a guitarra clássica ou violão, como é conhecido no Brasil, é um dos instrumentos mais populares da atualidade.

A hipótese mais aceita que narra sua origem relata que o mesmo tenha sido uma derivação de um antigo instrumento árabe, o alaúde. Este teria penetrado na Europa por meio das invasões muçulmanas na Península Ibérica e se adaptado perfeitamente às atividades culturais do contexto europeu, sendo inclusive, um objeto da nobreza.

O violão desenvolvido na Espanha passou a se chamar vihuela. O mesmo tinha o formato de “oito”, com incrustações laterais, um fundo plano, além de quatro pares de cordas tocadas com os dedos, fato que resultava na geração de um som bastante suave. A partir da vihuela, o violão de antigamente, surgiu outro conhecidíssimo instrumento: a guitarra elétrica.

Curiosidade: somente no Brasil existe a palavra “violão”. No resto do mundo, as pessoas se referem a este instrumento por “guitarra”. Já a “nossa guitarra”, para todo o resto do mundo, é a “guitarra elétrica”, realidade que gera confusão em muitas pessoas.

O violão de 7 cordas é um instrumento musical, consistindo de uma alteração do violão tradicional (com 6 cordas) ao adicionar uma corda, mais grave que as demais. Originalmente, a corda adicionada era uma de violoncelo, afinada em dó, e necessitava o uso de uma dedeira no polegar. Mais tarde começou-se a usar uma corda grave, afinada em si ou em lá,[1] feita como as demais cordas graves (bordões) do violão. Muitos violonistas utilizam, no choro, a sétima corda afinada em dó visto que existem muitos choros na tonalidade de dó e poucos em si. Assim um bordão com essa nota em corda solta facilitaria bastante a montagem de acordes e o desenvolvimento de frases na baixaria.

Segundo Raphael Rabello: “No estilo choro, o violão caracteriza-se por frases de contraponto geralmente em escala descendente, utilizando-se somente as cordas graves. Daí o nome baixaria. Tute sentia necessidade de algumas notas mais graves, daí a idéia de colocar uma corda a mais nos bordões.” É bom ressaltar que a baixaria do 7 cordas dá à música um sentido de continuidade, caracterizado pela presença de contracantos com a melodia.

Após a morte de Tute, Dino 7 Cordas seguiu seus passos, se tornando uma das maiores referências no instrumento, ao lado também de Ventura Ramirez.

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