Alexandre Magno

Alexandre Magno

Alexandre Magno
Mosaico retratando Alexandre Magno e seu cavalo Bucéfalo,
na Batalha de Isso (333 a.C.).

Poderoso imperador macedônico nascido em Pela, na Macedônia, considerado o fundador do helenismo, o fenômeno cultural, político e religioso que se prolongou até os tempos do império romano, um dos conquistadores mais famosos em História Mundial, líder e tático militar engenhoso e um dos poucos homens que se pode afirmar que definiram o curso da história humana. Filho de Filipe II de Macedônia e da rainha Olímpia, nasceu na noite em que o templo de Artemis, em Efeso, foi incendiado.

Preparado para ser rei, a os 13 anos, seu pai contratou um dos homens mais sábios de sua época, Aristóteles, para se encarregar de sua educação. Extremamente inteligente o notável príncipe estudou as mais variadas disciplinas em filosofia grega, arte e ciência. Aprofundou-se em retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides e Píndaro. Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de tal forma que em poucas horas dominou o famoso eqüino Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável montaria.

Extremamente atlético, desde cedo mostrou-se muito ambicioso e ansioso pelas batalhas e freqüentemente se identificava com o mítico herói Aquiles, de quem se considerava um descendente. Na arte da guerra recebeu lições do pai, militar experiente e corajoso, que lhe transmitiu conhecimentos de estratégia e lhe inculcou dotes de comando e começou a demonstrar seu valor aos 18 anos, quando, no comando de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas, na batalha de Queronéia (338 a. C.).

Assumiu o reino da Macedônia aos 20 anos, após o assassinato do pai (336 a. C.), que alguns dos escritores antigos acreditaram que ele teve algo que ver com o crime, pois ambos tinham freqüentes atritos em público por causa de suas ambições para se tornar um conquistador poderoso. Então se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino, apoiado em um poderoso e organizado exército, dividido em infantaria, cuja principal arma era a zarissa, um tipo de lança de grande comprimento, e cavalaria, que constituía a base do ataque.

Afirmou sua soberania sobre a Grécia depois de pouca de resistência, e começou uma guerra contra a Pérsia Cruzou o Helesponto (334 a. C.) com 35.000 soldados gregos e macedônios e na cidade antiga de Tróia derrotou um exército de 40.000 persianos e os mercenários gregos. Na Batalha de Isso (333 a. C.) derrotou o enorme exército de Dario, que fugiu desmoralizando suas tropas e causando caos gerais, facilitando a vitória militar do macedônio. Em seguida, conquistou a Síria (332 a. C.) e Gaza, e entrou no Egito, onde ele era esperado como um libertador e foi honrado pelos egípcios como um deus.

No delta do rio Nilo fundou Alexandria (332 a. C.), com o propósito de realizar o sonho de unir a cultura oriental à ocidental, e a cidade logo se projetou como pólo cultural e comercial. Conquistou o Cartago (331 a. C.), voltou ao Egito e então voltou à Mesopotâmia, onde novamente enfrentou e aniquilou de vez o poder de Dario, na batalha de Gaugamela (331 a. C.), determinando a queda definitiva da Pérsia. Logo depois rei persa foi assassinado por dois de seus próprios generais, gesto que não agradou o macedônico, pois era uma das suas sua qualidades respeitar os vencidos e os costumes do povo conquistado, ordenou a execução dos assassinos. Em Persépolis, o capital de Pérsia, deu proteção a família do soberano morto e com a morte de Dario (330 a. C.) foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia.

Casou em grande celebrações com Roxana (328 a. C.), filha do sátrapa da Bactria, com quem teve um filho, mas isto não era bastante para ele. Megalomaníaco, partiu então para a longínqua Índia (327 a. C.), país mítico para os gregos. Com seu exército cruzou as montanhas de afegãs e foi recebido amistosamente pelo rei Taxila, cujo reino ficava do outro lado do rio Indo. As margens do rio Hidaspe, foi enfrentado pelo rei Porus e seu enorme exército, que logo foi derrotado, mas continuou no trono sob ordens do conquistador macedônico.

Na Índia fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo que tinha morrido lá, no campo de batalha. Depois de chegar ao rio Ifasis, com a comida inadequada, a escassez de água e o cansaço, seu exército recusou-se a continuar e ele decidiu regressar à Pérsia. Na passagem por Susa, ele se casou com Estatira, filha de Dario, e dezenas de oficiais e milhares dos seus soldados também se casaram as mulheres persas. Na viagem de volta, encontrava-se na Babilônia e planejando invadir a Arábia, quando foi acometido de uma febre desconhecida que se mostrou incurável. Sem nomear um herdeiro, em seu leito de morte, ao ser indagado pelos seus oficiais quem deveria sucedê-lo, apenas respondeu: o mais merecedor, e morreu instantes depois, quando tinha apenas 33 anos de idade.

O mundo jamais viu outro conquistador de existência tão curta, formar um império tão grande, expandindo-se pela Ásia e norte da África, eliminando o poderoso império persa e estabelecendo completo domínio sobre a Grécia, Palestina, Egito, Pérsia, Mesopotâmia e alcançando os limites da Índia, fundando várias cidades e tornando-o o maior império territorial até então conhecido, com o mérito de manter esta unidade imperial sobre um território tão amplo e complexo, respeitando os vencidos e seus costumes e religiosidades. Seu gênio militar e suas conquistas trouxeram a influência da civilização grega no Oriente e assentou as bases da majestosa civilização helenística. Apesar das controvérsias, suas conquistas e a velocidade com as quais ele as fez, não têm comparação em qualquer época na história da humanidade.

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